Parábolas da Bíblia

Parábola:

Deriva do grego parabole (narrativa curta).

É uma narração alegórica que se utiliza de situações e pessoas para comparar a ficção com a realidade e através dessa comparação transmitir uma lição de sabedoria (a moral da história).

A parábola transmite uma lição ética através de uma prosa metafórica, de uma linguagem simbólica.

– Diferencia-se da fábula e do Apólogo por ser protagonizada por seres humanos.

– Gênero muito comum na Bíblia: As parábolas de Jesus

A maneira predileta de Jesus ensinar era pelo uso de parábolas.

Ele utilizava as parábolas para transmitir ensinamentos para o povo. Isto aconteceu para se cumprir o que o profeta tinha dito:

Usarei parábolas quando falar com esse povo e explicarei coisas desconhecidas desde a criação do mundo.

— Mateus 13.34-35 (NTLH)

O ministério terrestre de Jesus era curto, neste pouco tempo Ele tinha que:

Ensinar muitas coisas a respeito do Reino de Deus, sendo assim as parábolas foi uma das maneiras escolhida por Ele.

A parábola é contada para nós instruir, Ela nos força a meditar.

Pense apenas no nosso caso como igreja!

São lições bem conhecidas, entretanto, difícil de pôr em prática.

 

Parábolas da Bíblia

 

São aproximadamente 40 parábolas do Novo Testamento e algumas até mesmo do Antigo Testamento.

Eis uma lista:

Novo Testamento:
1.   O bom samaritano — Lucas 10.30-37
2.   A ovelha perdida — Lucas 15.4-7
3.   A moeda perdida — Lucas 15.8-10
4.   O filho (perdido) pródigo — Lucas 15.11-32
5.   O administrador desonesto — Lucas 16.1-8
6.   O homem rico e Lázaro — Lucas 16.19-31
7.   Os servos — Lucas 17.7-10
8.   A viúva e o juiz — Lucas 18.2-5
9.   Os talentos — Lucas 19.12-27
10. Os lavradores maus — Lucas 20.9-16
11.  A roupa nova — Lucas 5.36
12. O vinho novo — Lucas 5.37-38
13.Os dois alicerces — Lucas 6.47-49
14.Os dois devedores — Lucas 7.41-43
15.O semeador — Lucas 8.5-8
16.A lamparina — Lucas 8.16-18
17.Os empregados alertas — Lucas 12.35-40
18.O amigo persistente — Lucas 11.5-8
19.O rico sem juízo — Lucas 12.16-21
20.O empregado fiel — Lucas 12.42-48
21.A figueira sem figos — Lucas 13.6-9
22.A figueira sem folhas — Lucas 21.29-31
23.A semente de mostarda — Lucas 13.18-19
24.O fermento — Lucas 13.20-21
25.Os convidados para festa de casamento — Lucas 14.7-14
26.A grande festa — Lucas 14.28-33
27.A construção duma torre — Lucas 14.28-33
28.O fariseu e o cobrador de impostos — Lucas 18.10-14
29.O retorno do proprietário — Marcos 12.1-9
30.A semente que cresce — Marcos 4.26-29
31.O joio — Mateus 13.24-30
32.O tesouro escondido — Mateus 13.44
33.A pérola — Mateus 13.45-46
34.A rede — Mateus 13.47-48
35.O empregado mal — Mateus 18.23-24
36.Os trabalhadores no vinhedo — Mateus 20.1-16
37.Os dois filhos — Mateus 21.28-31
38.A festa de casamento — Mateus 22.2-14
39.As dez virgens — Mateus 25.1-13
40.As ovelhas e as cabras — Mateus 25.31-36

Do Antigo Testamento:
1.A ovelha — 2Samuel 12.1-4
2.O vinhedo — Isaías 5.1-7

REFLEXÃO
Estudando as parábola.

Para “decodificá-la” tente responde as seguintes perguntas:
•Para quem a parábola foi contada?
•Porque a parábola foi contada?
•Qual é a moral da parábola?
•Existe algum ponto culminante na parábola?
•Alguma interpretação é dada na passagem para a parábola?
•A parábola e pro momento ou aponta um futuro?
•Você já e capas de explicar a parábola sem influencia de terceiros?

Definição de Parábola

De acordo com suas definições, parábola pode ser:
•Narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca outra realidade de ordem superior

(Dicionário Aurélio – pág. 513)
•É uma espécie de alegoria apresentada sob forma de uma narração, relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis, sempre com o objetivo de declarar ou ilustrar uma ou várias verdades.
•Original (Narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior:).

Nos Evangelhos sinópticos, as parábolas e ditos parabólicos proferidos por Jesus somam em torno de 60 isso incluindo alguns sermões, ou seja, representam a terça parte de todas as palavras dele que foram registradas nas quatro biografias, de acordo com alguns estudiosos, tornando as parábolas uma importante característica do discurso de Jesus.

Jesus utiliza-se das parábolas para transmitir ensinamentos profundos.

A despeito disso, a maioria delas sempre é marcada pela simplicidade e brevidade.

Poucas delas são longas, como acontece com a Parábola dos Talentos (Mt25.14-30) ou a Parábola do Filho Pródigo (Lc 11.32).

Embora, em alguns casos, Jesus inclua exageros — a parábola dos dez mil talentos, uma soma astronômica de dinheiro (Mt 18.24) —, ou implicações alegóricas – maus vinicultores, Mt 21.3-44; Mc 12.12; Lc 20.9-19, que necessitam de interpretação — ou ainda símiles e metáforas.

As parábolas de Jesus são sempre tiradas da realidade do mundo cultural e social em que ele vivia, contadas com o propósito de transmitir verdades espirituais.

Jesus ministrava suas mensagens com facilidade em todos os níveis sociais.

Ele tinha conhecimento das mais diversas áreas da sociedade e sabiam quais eram as suas necessidades.

Conhecia os fariseus e os peritos na lei.

Por meio de suas parábolas Jesus levou aos seus ouvintes a mensagem de salvação, conclamava a se arrependerem e a crerem.

Aos crentes, desafiava-os a porem a fé em prática, exortando seus seguidores à vigilância. Quando seus discípulos tinham dificuldade para entender as parábolas, Jesus interpretava.

Classificação das parábolas

As parábolas são divididas em 3 classes:
1.Parábolas Real (são as que imitam a realidade do dia a dia) – a ilustração é tirada da vida diária, portanto seu ensino pode ser reconhecido de forma universal. Ex: os meninos que brincam na praça (Mt 11.16-19; Lc 7.31-32); a ovelha separada do rebanho (Mt 18.12-14; Lc 15.4-7); uma moeda perdida numa casa (Lc 15.8-10).
2.Parábola em forma de histórias – refere-se a acontecimentos passados que são centralizados diretamente em uma pessoa. Ex: o mordomo sagaz que endireitou a sua situação depois de ter esbanjado o patrimônio do seu senhor (Lc 16.1-9); o juiz que acabou finalmente administrando justiça como respostas às repetidas súplicas de uma viúva (Lc 18.2-8).
3.Ilustrações – são histórias que focalizam exemplos a serem imitados. Ex.: a Parábola do Bom Samaritano (Lc 10.30-37).

As parábolas do Reino

O Reino de Deus é um tema recorrente nas parábolas de Jesus.

Ele estava implantando o Reino espiritual e todo seu enfoque estava na manifestação desse Reino, por isso muitos não o compreendiam (Mt 13.13) por estarem com seus corações endurecidos, cheios de incredulidade.

Jesus proferiu várias parábolas referindo-se diretamente ao Reino de Deus e que, freqüentemente, revelam uma perspectiva escatológica: o Trigo e o Joio (Mt 13.24-30); A Rede (Mt 13.47-50); das Bodas (Mt 22.1-14); das Dez Virgens (Mt 25.1-13); dos Talentos (Mt 25.14-30); etc.

É importante observar que as parábolas de Jesus são compreendidas a partir do momento que existe disposição interior para compreender o próprio Mestre.

Ditos parabólicos

Há também vários ditos parabólicos breves e sábios que pode ter sido circulado como provérbios nos dias de Jesus: “Médico, cura-te a ti mesmo” (Lc 4.23); “Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?” (Lc 6.39).

Parábolas e ditos parabólicos, disposta em conformidade com o contexto geral dado nos Evangelhos:

O Sermão da Montanha
•O sal da terra (Mt 5.13; Mc 9.49-50; Lc 14.34-35)
•A luz do mundo (Mt 5.14 e segs.; Mc 4.21; Lc 8.16)
•Dos tesouros (Mt 6.19ss; Lc 12.33-34)
•Os olhos são (Mt 6.22-23; Lc 11.34ss)
•As aves do céu e os lírios do campo ( Mt 6.26ss; Lc 12.24-48)
•Do servir a dois senhores ( Mt 6.24; Lc 16.13)
•O argueiro no olho ( Mt 7.3-5; Lc 6.41-42)
•Da profanação daquilo que é santo (Mt 7.6)
•As duas estradas (Mt 7.13-14; Lc 13.23-24)
•Os lobos disfarçados em ovelhas e “Pelos seus frutos…” ( Mt 7.15-20)
•A casa edificada na rocha (Mt 7.24-27; Lc 6.47ss)

O Ministério na Galiléia
•A seara é grande (Mt 9.35-38; Mc 6.6-34; Lc 8.1; Jo 4.35)
•Os dois devedores ( Lc 7.41ss)
•O sinal de Jonas (Mt 12.38-42; 16.1-4; Mc 8.11-12; Lc 11.16; Jo 6.40)
•A parábola do semeador (Mt 13.1-9; Mc 4.1-9; Lc 8.4-8)
•A razão do falar em parábolas (Mt 13.10-17; Mc 4.10ss; Lc 8.9-10; Jo 9.39)
•Quem tem ouvidos para ouvir, ouça (Mt 11.15; Mc 4.8,23; Lc 8.8; 14.35)
•A semente que cresce secretamente ( Mc 4.26-29)
•O trigo e o joio ( Mt 13.24-30)
•O grão de mostarda (Mt 13.31-32; Mc 4.30ss; Lc 13.18-19)
•O fermento ( Mt 13.33; Lc13.20-21)
•Por que Jesus falou por parábolas (Mt 13.34-34; Mc 4.33-34)
•O tesouro oculto e a pérola de grande valor ( Mt 13.44ss)
•A parábola da rede ( Mt 13.47-50)
•Tesouros velhos e novos ( Mt 13.51-52)
•Os verdadeiros parentes de Jesus (Mt 12.46-50; Mc
3.20-21; Lc 8.19ss; Jo 15.14) •O servo incompassivo (Mt 18.23-35)

No Caminho de Jerusalém
•O Bom Samaritano (Lc 10.29-37)
•O amigo à meia-noite (Lc 11.5-8)
•A luz (Lc 11.33; Mt 5.15; Mc 4.21)
•O olho bom (Lc 11.34ss; Mt 6.22-23)
•O rico e o tolo (Lc 12.26-21)
•A figueira estéril (Lc 13.1-9; Mt 21.19-18; Mc 11.12ss)
•Contando o preço de construir uma torre e ir à guerra (Lc 14.28-33)
•A ovelha perdida (Lc 15.1-7)
•A moeda perdida (Lc 15.8ss)
•O filho pródigo (Lc 15.11-32)
•O administrador infiel (Lc 16.1-9)
•O rico e o Lázaro (Lc 16. 19-31)
•Somos servos inúteis (Lc 17.7-10)
•O juiz iníquo (Lc 18.1-8)
•O fariseu e o publicano (Lc 18.9-14)

O Ministério na Judéia
•Das riquezas (Mt 19.23-30; Mc 10.23-31; Lc 18.24-30)
•Os trabalhadores da vinha (Mt 20. 1-16)
•Os talentos ( 19.11-27; Mt 25.14-30; Mc 13.34)

O Ministério Final em Jerusalém
•Os dois filhos ( Mt 21.28-32)
•Os lavradores maus (Mt 21.33-46; Mc 12.1-12; Lc 20.9-19)
•As bodas (Mt 22.1-14)
•A oferta da viúva pobre (Mc 12.41-44; Lc 21.1-4)
•A figueira ( Mt 24.32-36; Mc 1328-32; Lc 21.29-33)
•A exortação à vigilância (Mc 13.33-37; Mt 25.13ss; Lc 19.19-20)
•O dilúvio, a vigilância e o ladrão de noite (Mt 24.37-44; Lc 17.26-36; 12.39-40)
•O bom servo e o mau servo (Mt 24.45-51; Lc 12.41-46)
•As dez virgens (Mt 25.1-13; Mc 13.33-37; Lc 12.35-38; 13.25-28)
•As ovelhas e os cabritos (Mt 25.31-46)

Os discursos no Evangelho de João

O ensino de Jesus no quarto Evangelho apresenta-se em discursos e diálogos que, mesmo assim, empregam a linguagem figurada parabólica.
•O novo nascimento (Jo 3.1-36)
•A água da vida ( Jo 4.1-42)
•O Filho (Jo 5.19-47)
•O pão da vida (Jo 6.22-66)
•O Espírito vivificante (Jo 7.1-52)
•A luz do mundo (Jo 8.12-59)
•O bom Pastor (Jo 10.1-42)
•Os discursos de despedida (Jo 13.1-17,26), que incluem os ditos acerca da casa do Pai (14.2ss), do caminho (14.6), da videira (15.1-16), e das dores de parto (16.2ss).

Todas as parábolas são de uma certa maneira interligadas em uma ordem cronológica.

Obs: Cronológica e uma palavra relacionada com a cronologia (ordem das datas históricas ordem de tempo)

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